Vou avisar vocês: esta preguiça de buscar a felicidade por conta própria vai acabar com o amor.
Vejo minhas amigas namorando, casando, separando e casando de novo. O engraçado é que quase nunca as vejo entre um relacionamento ou outro, pois quando ligo para convidar pra sair, não podem, pois o “amor” vai visitá-las hoje. Não consigo entender se essa eterna busca de alguém que as faça felizes é carência, medo da solidão ou apenas preguiça de tentar ser feliz sozinhas.
Na matemática seria: pessoa (-1), alguém pra completar (+1). Pelos meus cálculos, a realização afetiva estaria em (0), ou seja: “ter alguém” foi substituído pelo “alguém que me complete”. A tentativa de buscar a felicidade por conta própria é inversamente proporcional à seletividade: acaba-se aceitando qualquer (+1) por pressa.
E como doar amor quando não se tem o próprio? Como fazer alguém feliz, quando não se é? Não se pode nem dividir. É esperar eternamente pelo outro. É viver dependente e ser feliz com zero. E quando o zero não é o bastante, troca. E cada vez mais rápido.
Ou eu quero demais ou está todo mundo se contentando com pouco. Devo entender nada de amor, de relacionamento ou de matemática.
4 comentários:
Se é assim, somos 2 que não entendem de matemática!
Teu "desabafo" me lembrou isso:
"Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo".
Martha Medeiros
Não diz tudo MESMO! E quem deixa os amigos de lado porque o "amor" tá indo bater a sua porta perdem uma imensa possibilidade de fazer o "amor" interagir com outros amores.
Quem é esse anônimo metido a sabe tudo que não assume o que diz?
Ah! Fui eu mesmo q escrevi e esqueci de assinar. Lembrei agora...
:)
tá confuso isso... eu escrevi o seguinte:
=====================
É!
Acho que o pior de tudo isso é a mania do ser-humano (Mano Cero) de criar padrões de comportamento pra tudo. Existe até o "modo padrão de ser feliz".
Quando existem bilhões de formas, combinando (ou não), com bilhões de viventes... Alguns até tem dificuldade de econtrar a sua maneira - alguns talvez nem conseguirão achar - mas isso é assunto pra outra filosofada.
Felizmente, porém, muitas das correntes com as quais a humanidade caminhou estão caindo (religião, machismo, preconceitos em geral). Pouco a pouco.
(eu achava que já tinha comentado esse post... não lembro agora...rs)
bjo!
Postar um comentário