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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Estava eu... furtando conversas.

Coversas Furtadas

— E o teu namorado? Tem pai?
— Não! Não é uma maravilha, menino?!

– Brigada.
– Brigado você.
– Brigada eu.

– Onde você está, que ainda não chegou?
– …
– Quê? Mas esse ônibus nem passa hoje!

– Moço, você tem algum salgado sem carne?
– Tem sim! pão-de-queijo, enrolado de queijo e enrolado de frango.

– Ah, foi super romântico! Precisava ver.
– No Caldeirão do Huck?
– Ahã! A guria era feia, mas o cara, modéstia à parte dele, era lindo!

Mais em http://trasel.com.br/conversas/

Bônus:
– E eu? Me diz, me diz! O que faço!? Tua vez de me aguentar!
– Eu investiria. Ou desopilaria com outro.
– Com o meu namorado?
– Não tem nenhum colega interessante?
(Gargalhadas de ambas)


terça-feira, 12 de junho de 2012

Estava eu...


Mas não mais.

(qq coisa >>>)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Estava eu... Tentando voltar à ativa.


Arrependido eu?

Nem sequer existe um deus pra me perdoar. Não aprendi a perdoar a mim mesmo para ter uma desculpa de vencer a preguiça. E ela sempre, desgraçada, nos meus calcanhares.

Acreditando ou não, por vezes me pego desacreditado da minha própria situação. Como posso ter chegado ao ponto de me adiar? Deixar para amanhã o EU que treme por falta de ar?

Vou até a caixa do correio e pego as contas, perplexas, à espera de serem pagas. Nem sequer atendo às minhas expectativas, e tenho que atender às expectativas de meus credores.

Na caixa do correio, eu sou a carta não lida. Eu sou o poema esquecido de um amor já ultrapassado. Eu sou o piegas atropelado pela pressa urgente do telefone e da tv à cabo.

domingo, 8 de julho de 2007

Estava eu... Sobre escrever e vomitar


Escrevo para vomitar. O ritual da escrita é o mesmo do vômito: começa com a ânsia, o desejo - isso é incômodo, é revoltante - ; aí vem o ensaio do vomitar, o rascunho do escrever; vai o deslanche – texto e vômito se materializam. Instantes depois, vem o nojo. Nojo de olhar aquilo tudo; nojo porque tu vai passar por aquilo de novo, nojo porque aqueles que assistiram às tuas linhas e aos teus restos, vão falar mal de ti no dia seguinte. Não me importo: o que eu sinto é alívio. Alívio de não ter me calado, de não ter engolido o que não digeri. Até pouco tempo, eu tinha vergonha de vomitar palavras: hoje eu quero lavar a tua vida com elas. Vomitar até a bile, como quem toma um porre de barriga vazia.
Escrever não é fácil, assim como vomitar. Precisa da vontade, precisa ter comido algo estragado antes. Por isso que na escola a gente sofre para fazer redação. Nem professor escreve, muitas vezes! A gente não é preparado, não lê. Só se vomita porque o corpo se preparou para aquele ritual. E para a escrita, estamos preparados? Por favor, dispenso as fórmulas “introdução, um argumento, entretanto, enfim”.
Quem escreve, expulsa a idéia. Quem vomita, expulsa a comida. Que elas doem, dizem os masoquistas que se fartam de porcarias e palavras.